"sentir-me bem"

O único sintoma tratado por uma psicoterapia, não é uma tendência, um ritual, ou outros demais, mas somente o sofrimento psíquico, que por ventura pode inclusive vir a ser somatizado nas demais manifestações corporais. 

 

Qualquer pessoa, excepto em algumas patologias específicas, rejeita sofrer e de certa forma procura uma cura rápida para esse mal viver. A actualidade, e mesmo na antiguidade, oferece milhentas propostas para que tal seja atingido. Existem os comprimidos "milagrosos", os videntes que dizem adivinhar, os terapeutas que se resumem a aconselhar, entre outros mais. Mas em todas as propostas anteriores nenhuma trabalha a relação, quando o pedido vem de alguém relacional, humano.

 

A psicoterapia dinâmica, ou de inspiração psicanalítica, trabalha a relação, pois sabe que a actual estrutura psíquica é fruto das pré e actuais relações , agora partes do Eu.

A experiência de uma mudança pessoal que conquista o bem-estar é sentido pelo próprio desenvolver da relação terapêutica. A mudança faz-se "mudando", sem artes mágicas. Pelo contrário, quer-se que o paciente/cliente adquira uma maior consciência de si-mesmo para que em última análise se torne independe da própria psicoterapia.